domingo, 19 de dezembro de 2010

INTERAÇÃO DA COR

CONTRASTE DE COMPLEMENTARES

 
Quando as cores são utilizadas nas proporções correctas obtém-se uma
imagem estática e sólida. Em proporções erradas pode resultar em
contrastes agressivos, instáveis e vibrantes, que serão tanto maiores,
quanto maiores forem as diferenças de luminosidade e temperatura.











CONTRASTE DE TEMPERATURA

 • É possível estabelecer contrastes entre cores                 
quentes e cores frias, assim como entre cores
com diferenças de temperatura relativas, mais e
menos quentes, ou mais e menos frias.
• Estes contrastes sugerem proximidade e
afastamento e são importantes para transmitir
efeitos de perspectiva e relevo.






CONTRASTE DE PROPORÇÃO

grandeza, que depende da luminosidade e
superfície das cores.
Estes contrastes estabelecem uma relação de
cor de menor área, que toma um aspecto mais
luminoso.
Produzem efeitos expressivos, fazendo ressaltar a
importantes para transmitir efeitos de perspectiva
e relevo.

Sugerem proximidade e afastamento e são

sábado, 13 de novembro de 2010

DA FÍSICA À PERCEPÇÃO

Espectro solar visível


 










Globo ocular 
         

Pormenor da retina, com os terminais nervosos, cones e bastonetes.



As células foto-receptoras que captam a luz focada na retina são os Cones
(cones) e os Bastonetes (rods).


O mecanismo da visão



O funcionamento do olho é semelhante ao funcionamento de uma máquina
fotográfica: (íris = diafragma, cristalino = objectiva; retina = filme)
A visão e a visão das cores envolve um sistema complexo composto pelo olho
e pelo cérebro. A percepção é uma sensação (percebida pelo indivíduo através
dos sentidos) conjugada com uma interpretação efectuada no cérebro.


Cones – são sensíveis à cor, localizam-se
preferencialmente na fóvea, e são
responsáveis pela visão da cor.
São de três tipos - cones S, M e L.

Bastonetes – altamente sensíveis à
luminosidade são responsáveis pela visão
nocturna e na penumbra.
De um só tipo, não distinguem a cor.




Thomas Young procurou a explicação da visão das cores na existência de três tipos de
receptores da retina (cones), limitando a percepção cromática a três cores
fundamentais:
- vermelho, verde e azul.


Mais tarde Herman-Helmholtz confirmou a teoria tricromática de Young e amplioua,
afirmando que os sensores da retina para a visão da cor são de 3 tipos – cones
com sensibilidades a três comprimentos de onda (S, M e L).
Cones S sensíveis ao azul - (receptores de ondas curtas)
Cones M sensíveis à cor verde - (receptores de ondas médias)
Cones L sensíveis à cor vermelha - (receptores ondas longas)



SÍNTESE ADITIVA – Modelo RGB
A soma das três luzes primárias dá luz (cor) branca




SÍNTESE SUBTRACTIVA – Modelo CMYK
Pela mistura das três cores pigmento primárias
obtém-se o negro por subtracção de luz.











Síntese Partitiva da Cor
É uma mistura óptica , uma repartição das cores em pequenas zonas que se
misturam no olho, sendo a luminosidade da cor resultante a média de todas
as cores misturadas.
com ângulos diferentes. (CMYK).
 
Na impressão a quatro cores, a mistura é feita através de redes de pontos

sábado, 16 de outubro de 2010

CARACTERÍSTICAS DA COR



As cores têm várias características próprias, que ajudam a descrevê-las de forma objectiva, e contribuem para a sua boa percepção e identificação.
As características, habitualmente consideradas para definir uma cor, são: matiz, luminosidade e saturação e a temperatura.

• Matiz – é a característica da cor que é definida pelo seu comprimento de onda e a situa no espectro. Na linguagem comum confunde-se com o termo cor ; é o que permite distinguir uma cor da outra (o verde do vermelho ou do azul).






• Saturação – Define o grau de pureza de um matiz.
Os matizes puros de forte intensidade cromática ou saturados são mais
brilhantes e vivos. Os não saturados são fracos, e contêm uma grande
percentagem de cinzento.









• Luminosidade – é o grau de claridade de um matiz, uma característica de intensidade de luz; (cor clara ou escura).






Escala acromática de luminosidade.
Preto = luminosidade mínima
Branco = luminosidade máxima



Escala acromática de luminosidade

Cinzentos neutros

Cinzento neutro médio (50% W e 50% K)









Temperatura

Sir William Herschell, nas suas experiências mediu a temperatura das cores
refractadas do prisma, colocando um termómetro no centro dos vários feixes
do espectro, e chegou à conclusão que a temperatura aumentava do feixe
violeta para o vermelho.




A escala crescente das temperaturas das cores principais é: branco, magenta,ciano, azul ultramarino, amarelo, laranja e vermelho.


A medição das cores por meio de sensores electrónicos, revela que as superfícies revestidas de gamas de
vermelho, laranja ou amarelo, são mais quentes que as revestidas de verde ou azul.

 As cores escuras são mais quentes que as cores claras, porque absorvem mais luz incidente.

A temperatura de um matiz pode variar com a sua luminosidade.






Cor complementar de qualquer matiz, é a que
activa as sensibilidades do olho não activadas pelo
matiz em causa. ( teoria das cores oponentes de
Ewald Hering).
As cores complementares estão diametralmente opostas
nos círculos cromáticos. Todas as cores têm a sua
complementar. A do branco é o preto.

Em teoria, a mistura de duas complementares em percentagens iguais é o preto.
Em pintura e na mistura de pigmentos, porque a luz nunca é completamente
absorvida, a mistura de duas complementares é um cinzento neutro mais ou
menos escuro.